Ambulatório transexualizador do Hospital Casa de Saúde realiza mais de 320 atendimentos pelo SUS

Arianne Lima

Ambulatório transexualizador do Hospital Casa de Saúde realiza mais de 320 atendimentos pelo SUS
Foto: Marcelo Oliveira (arquivo/Diário)

por Arianne Lima – [email protected]

Nos quatro primeiros meses de serviço, o ambulatório transexualizador já realizou mais de 320 atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Casa de Saúde. Ao programa CDN Entrevista na tarde desta terça-feira, o psicólogo Thadeu Lucca, que atua no ambulatório, falou sobre o papel da instituição ao prezar pela saúde e o respeito a comunidade trans de Santa Maria e região.

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Lucca avalia o número alcançado pelo ambulatório como um avanço, uma vez que, o cuidado à saúde da população trans é uma demanda historicamente reprimida:

–Foi só a partir de 2019, há dois anos atrás, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) removeu do manual de doenças a questão do trans. Não é mais uma questão de doença, que entrava no Transtorno de identidade de gênero. Então, essa população foi muito esquecida e ignorada dentro do contexto da saúde. Logo, eles ainda tem muito receio de acessar o serviços de saúde, por questões de preconceito e por não chamarem pelo nome social, que é algo bem pontuado pela pacientes.

Por conta disso, a equipe do ambulatório transexualizador conta com profissionais especialmente capacitados para dar suporte clínico, endócrino, psicológico e psiquiátrico aos pacientes, proporcionando um espaço acolhedor a todos. Lucca ainda destaca o papel social do espaço, que é o de pensar no processo desde a unidade básica de saúde (UBS)que faz o encaminhamento até a chegada a Casa de Saúde.

–Começamos a falar sobre gênero em 1970. Antes, tudo era condicionado ao sexo, a questão fisiológica e não a cultura, como é hoje em dia. Então, é um assunto muito complexo. Hoje, estamos com uma força-tarefa para capacitar os territórios de Santa Maria, preparar as unidades básicas e estratégias de Saúde, fazendo esse mesmo procedimento com os municípios que estão dentro da nossa região de atendimento – argumenta.

AMBULATÓRIO

O ambulatório, que é o primeiro pelo SUS no interior do RS, atende pacientes que buscam o processo de hormonização com ou sem objetivo de realizar o processo de adequação sexual/redesignação sexual. Atendendo a mais de 30 municípios da Região Central, o espaço tem capacidade para ofertar até 240 consultas por mês, além de exames laboratoriais.

O encaminhamento de pacientes para atendimento na instituição deve ser feito, exclusivamente, por uma unidade de saúde. Em Santa Maria, isso pode ser feito através do ambulatório Transcender, que funciona na Policlínica do Rosário.

SERVIÇO:

Público-alvo – pessoas trans que buscam a transição de gênero e residam nas 33 cidades da Região CentralCapacidade – 240 consultas mensais via SUS, além de exames laboratoriaisEncaminhamento – Interessados devem procurar uma unidade de saúde referência para que o atendimento seja encaminhado pelo Sistema de Regulação. Em Santa Maria, o encaminhamento pode ser feito pelo ambulatório Transcender, localizado na Policlínica do Rosário (Rua Serafim Valandro, 400).

*com informações da assessoria de comunicação Tempórea

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